A ÁRVORE DOS MEUS AMIGOS

Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho. Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro. A todas elas chamamos de amigo. Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e o amigo mãe. Mostram o que é ter vida. Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem. Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho. Muitos desses denominados amigos do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz... Às vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e então e chamado de amigo namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés. Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos por perto. Falando em perto, não podemos esquecer dos amigos distantes. Aqueles que ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, sempre aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas.
Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais feliz é que as que caíram continuam por perto, continuam alimentando a nossa raiz com alegria. Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam com o nosso caminho.
Desejo a você, folha da minha árvore, Paz, Amor, Saúde, Sucesso, Prosperidade...
Hoje e Sempre... simplesmente porque: "Cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso".

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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Grande Amor Derrepente tudo parouO mundo se perdeuUm olharDerreteu toda minha almaO único e mais intenso olharMe fez viver de novoAmarComo o passado se fez e se foi,Eu sinto de novoUm sentimento fervendo em mim,Me trazendo aluscinações...Ah, se eu pudesse tocá-lo como antes, Como meu...O calor é restrito, Paixão proibidaQue me faz louca, suaUm beijo, despedida,Tudo a minha volta novamente faz sentidoMas dentro de mim tudo mudouA esperança e toda a vontadeVoltaram a me perturbarMas o desejo, tão foDIA DOS NAMORADOS
Artur da Távola


Já que sábado é o dia dos namorados, a seguir, onde escrevi "namorado" leiam também "namorada", pois me refiro ao estado de "enamoramento", seja homem ou mulher. Namorado (ou namorada) é: * quem tem a certeza de que seja como for a vida sem (ele) (ela) seria pior; * um pedaço de possibilidade em forma de deslumbramento. É um clima, um estado especial, uma espécie de vertigem com gosto de chegada à lua misturado com refresco de pitanga; * o amor que está ao lado, o possível, o adivinhado, o portador das nossa melhores expectativas; a forma do nosso exato modelo; o cheiro e gosto de pele das indefiníveis atrações vindas não se sabe de que encarnações; * o eterno proibido, porque é sempre aquele que ainda vai conseguir. Mesmo de quem pode. É o estado de sentir antes de qualquer encontro todas as suas descobertas, mesmo as impossíveis, pouco importa se entre casados, solteiros, noivos, viúvos ou namorados mesmo; * o que sempre acaba voltando: em carne e osso ou 40 anos depois sentado no trono dourado de uma fantasia, lembrança, amargura, saudade doce, breve recordação ou vivência nunca morta; * tudo o que represente o melhor de cada um de nós, distribuído em mil feixes de luz. São as luzes das partes nossas que nunca alcançamos; das vontades que não satisfizemos nem satisfaremos; dos sentimentos que jamais envelheceram; dos sonhos que negam-se a apagar, porque deles se nutre nossa a ânsia de viver, num mundo onde os namoros são a prova de que as pessoas estão ávidas para o encontro mais profundo com o que são e gostariam de trocar. Namorado não é quem assim se denomina, como se namorar fosse o começo de uma escala hierárquica que depois continua com noivado e casamento. Namorado é o noivo, o marido, o amante, o tímido desejoso, o fiel impossibilitado, o infiel aturdido, o frustrado, o reprimido, sempre que neles se riscar o fósforo da verdade e acender a luz de sua vontade. Namorado é o ser humano em estado de amor.




Esqueço a razão e me entrego, Ao Meu Grande Amor...
Viviana Oliveira FIM








Um grande amor
Categoria: Textos de Amor
Por: Anônimo
Um grande amor é aquele que não faz seu coração parar no primeiro olhar, e sim acelerar a ponto de parecer que não irá mais caber em seu corpo.
Um grande amor é aquele que faz você se sentir especial, mas no fundo não tão boa o suficiente para ele.Um grande amor é aquele que você tem medo e a insegurança de o perder, pois você não se enxerga sem ele.Um grande amor é aquele que te mata de saudades. Que faz você se sentir sufocada e presa a uma agonia terrível só pelo fato de não se verem a alguns instantes.Um grande amor é aquele que te faz possessiva. Você não o quer dividir com ninguém. Isso porque, dividindo voce terá que abrir mão dos pequenos instantes que passa ao lado dele, afinal por mais tempo que fiquem juntos, nunca será o suficiente.Um grande amor é aquele que voce sente raiva nos momentos de briga, mas essa raiva nunca predomina o amor. Basta você lembrar do sorriso da pessoa amada, que parece que involuntariamente você começa a sorrir.Um grande amor é aquele que faz nossos olhos se encherem de água só de cogitar um adeus.Um grande amor é aquele que sequestra nossos pensamentos.Um grande amor é aquele pode não ser perfeito, mas aos nossos olhos ele nao apresenta nenhum defeito. Ele é lindo do seu próprio jeito e ninguém se compara a ele.Um grande amor é aquele que se o machucam, você se sente ferida por tabela. O defende com toda a garra, pois ninguém no mundo parece ser mais importante.Um grande amor é aquele que te faz ir contra sua familia, amigos, colegas ... Você enfrenta o inferno por ele, pois ele é o único que te faz chegar no céu.Um grande amor é um coisa única que sentimos no coração. Uma mistura de aperto, sufoco, alegria, tristeza e forte pulsação.Não sei quantos grandes amores podemos ter na vida.Não sei se grandes amores podem ser substituídos.Não sei se grandes amores são eternos somente enquanto duram.Mas, a sensação que esse grande amor te faz sentir é única. E você sempre a guardará em seu coração, como uma ilusão ou não. FIM





A DESPEDIDA DO AMOR Martha Medeiros
Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida... Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a "dor-de-cotovelo" propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente...
E só então a gente poderá amar, de novo. FIM





A ESCOLHA DO SEU PAR
Stephen Kanitz
"Nos bailes, as mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam"
Há trinta anos, os adolescentes encontravam o sexo oposto em bailes de salão organizados por clubes, igrejas ou pais responsáveis preocupados com o sucesso reprodutivo de seus rebentos.
Na dança de salão o homem tem uma série de obrigações, como cuidar da mulher, planejar o rumo, variar os passos, segurar com firmeza e orientar delicadamente o corpo de uma mulher. Homens levam três vezes mais tempo para aprender a dançar do que mulheres. Não que eles sejam menos inteligentes, mas porque têm muito mais funções a executar. Essa sobrecarga em cima do homem permite à mulher avaliar rapidamente a inteligência do seu par, a sua capacidade de planejamento, a sua reação em situações de stress. A mulher só precisa acompanhá-lo. Ela pode dedicar seu tempo exclusivamente à tarefa de avaliação do homem.Uma mulher precisa de muito mais informações do que um homem para se apaixonar, e a dança permitia a ela avaliar o homem na delicadeza do trato, na firmeza da condução, no carinho do toque, no companheirismo e no significado que ele dava ao seu par. Ela podia analisar como o homem lidava com o fracasso, quando inadvertidamente dava uma pisada no seu pé. Podia ver como ele se desculpava, se é que se desculpava, ou se era do tipo que culpava os outros.
Essa convenção social de antigamente permitia ao sexo feminino avaliar numa única noite vinte rapazes entre os 500 presentes num grande baile. As mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam. Em poucos minutos conseguiam ter uma primeira noção de inteligência, criatividade, coordenação, tato, carinho, cooperação, paciência, perseverança e liderança de um futuro par.
Infelizmente, perdemos esse costume porque se começou a considerar a dança de salão uma submissão da mulher ao poder do homem, porque era o homem quem convidava e conduzia a mulher.
Criaram o disco dancing, em que homem e mulher dançam separados, o homem não mais conduz nem sequer toca no corpo da mulher. O som é tão elevado que nem dá para conversar, os usuais 130 decibéis nem permitem algum tipo de interação entre os sexos.
Por isso, os jovens criaram o costume de "ficar", o que permite a uma garota conhecer, pelo menos, um homem por noite sem compromisso, em vez de conhecer vinte rapazes numa noite, também sem compromissos maiores.
Pior: hoje o primeiro contato de fato de um rapaz com o corpo de uma mulher é no ato sexual, e no início é um desastre. Acabam fazendo sexo mecanicamente em vez de romanticamente como a extensão natural de um tango ou bolero. Grandes dançarinos são grandes amantes, e não é por coincidência que mulheres adoram homens que realmente sabem dançar e se apaixonam facilmente por eles.
Masculinizamos as mulheres no disco dancing em vez de tornar os homens mais sensíveis, carinhosos e preocupados com o trato do corpo da mulher. Não é por acaso que aumentou a violência no mundo, especialmente a violência contra as mulheres. Não é à toa que perdemos o romantismo, o companheirismo e a cooperação entre os sexos.
Hoje, uma garota ou um rapaz tem de escolher o seu par num grupo muito restrito de pretendentes, e com pouca informação de ambas as partes, ao contrário de antigamente.
Eu não acredito que homens virem monstros e mulheres virem megeras depois de casados. As pessoas mudam muito pouco ao longo da vida, na realidade elas continuam a ser o que eram antes de se casar. Você é que não percebeu, ou não soube avaliar, porque perdemos os mecanismos de antigamente de seleção a partir de um grupo enorme de possíveis candidatos.
Fico feliz ao notar a volta da dança de salão, dos cursos de forró, tango e bolero, em que novamente os dois sexos dançam juntos, colados e em harmonia. Entre o olhar interessado e o "ficar" descompromissado, eliminamos infelizmente uma importante etapa social que era dançar, costume de todos os povos desde o início dos tempos.
Se você for mãe de um filho, ajude a reintroduzir a dança de salão nos clubes, nas festas e nas igrejas, para que homens aprendam a lidar com carinho com o corpo de uma mulher.
Se você for mãe de uma filha, devolva a ela a oportunidade que seus pais lhe deram, em vez de deixar sua filha surda, casada com um brutamontes, confuso e insensível idiota. FIM





A INTIMIDADE PRECISA SER BEM CUIDADA
Lícia Egger Moellwald
consultora na área de Treinamento Corporativo e doutoranda
em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP.Os tempos mudaram, é verdade, mas a idéia de um casal (jovem ou velho),
com compromisso sério ou nem tanto, ser displicente com aparência na
intimidade é muito triste.De modo geral, tanto homens como mulheres, no início de seus relaciona-
mentos, costumam dar "aquela caprichada" no visual.Eles não poupam esforços para ficar mais atraentes. Nessas horas vale tudo:
roupas íntimas novinhas, depilação em dia, perfume, sabonete cheiroso.
É o momento do investimento.As mulheres não fogem a regra, até as que podemos definir como "mais
desencanadas" querem no fundo sentir-se atraentes.Batom, rímel, lingerie ousada, sapatos de salto, perfumes, qualquer coisa é
útil quando se está interessada em alguém.O gostoso disso é que somos todos iguais. Afinal, a preocupação com a
estética faz parte do jogo da sedução.Com o tempo, à medida que aumenta a intimidade, a relação vai perdendo
a cerimônia e diminui a preocupação do casal com a estética.O difícil é entender que se isso faz parte da vida para que tanta propaganda,
métodos e produtos para melhorar a aparência? Será que é só para dar conta
dos "sem-compromisso"?Pouco provável. A intimidade que traz conforto para o espírito, sentimento
de proteção e mais um monte de coisas boas para o relacionamento, pode
também ser a grande vilã em muitos relacionamentos.A maioria das mulheres quando deixa uma relação estável precisa refazer
sua gaveta de roupas íntimas. Em geral, só tem peças gastas e sem charme.Com os homens é a mesma coisa. Será que é preciso esperar uma separação
para que eles começam a dar importância para aparência, comprar roupas
novas e entrar em dieta?Apesar de estranho, a intimidade faz os casais perderem o pudor, até que
passam a ficar em casa de qualquer jeito. Aceitar que isso acontece passa
a significar uma prova de amor, mas não é.De alguma forma, os casais se esquecem do que faziam antes para agradar
o companheiro. Esquecem dos banhos intermináveis, de escovar os dentes
toda hora para ficar com o hálito fresquinho e de andar sempre cheiroso.Quem acha que pensar nisso é bobagem pode acabar levando um grande
susto. Com medo de ofender, nem sempre o parceiro fala o que pensa.
Aí um dia, sem mais nem menos, recebe um comunicado: "Fui".Para quem acha que vale a pena mudar o final do filme é bom estar sempre
pronto para uma alteração de roteiro. Para isso, seguem algumas dicas:• Relação nenhuma sobrevive a bafo de onça, chulé, cecê e outras coisitas
mais: A higiene pessoal tem que estar sempre em dia. Vale a pena gastar
com sabonete, desodorante, pasta de dente e etc. Afinal, nesse roteiro,
nada tem hora para acontecer.• Roupas íntimas sempre em dia. Alças, calcinhas ou cuecas: largas,
manchadas, encardidas, judiadas ou sem combinar devem ser jogadas no
lixo. Só para lembrar, dizem as más línguas que os homens detestam lingerie
bege.• Se trocar de roupa para ficar em casa: Não vista a mais velha, furada ou
super larga! Coloque uma confortável, mas que lhe caia bem. Imagine que
um ex ou uma ex-namorada pode a qualquer momento tocar a campainha.
A última coisa que qualquer um ia querer ouvir é: "Nossa, ainda bem que
não deu certo"• Preserve a sua intimidade: Usar o banheiro os dois ao mesmo tempo só
se for para tomar banho junto ou passar creme no corpo, para as outras
coisas o melhor é fechar a porta.• Quem usa camiseta ou pijama para dormir cuidado, com o tempo o que
era uma graça fica um terror: Mulheres com mais de 30 anos de pijama
com motivo infantil ou homem com o pijamão xadrez não estão livres de
receber um PT (Perda Total) do companheiro. Não precisa cair no sexy,
as lojas estão cheias de pijamas confortáveis e modernos.De resto, é sempre bom lembrar: Para que dure, uma relação precisa além
do amor e respeito de uma boa pitada de sal. Use bem a intimidade e
divirta-se! AUTOR: ALEXANDRE
FIM






AMAR BONITO
Artur da Távola
Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar:
Aprendam a fazer bonito seu amor.
Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.
Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.
Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender...
Tenho visto muito amor por aí.
Amores mesmo: bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva.
Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos.
Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção.
Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí, esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais, de repente se percebem ameaçados e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam,descuidam, reclamam, deixam de compreender, necessitam mais do que oferecem, precisam mais do que atendem, enchem-se de razões.Sim, de razões.
Ter razão é o maior perigo no amor.
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão.
Nem queira!!!
Ter razão é um perigo: em geral, enfeia um amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada.
Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito?
De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro a maior beleza possível?
Talvez não.
Cheio ou cheia de razões, você separa do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre e, sofrendo, deixa de amar bonito.
Sofrendo, deixa de ser alegre, igual, irmão, criança.
E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia.
Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama.
Saia cantando e olhe alegre.
Recomenda-se: encabulamentos, ser pego em flagrante gostando, não se cansar de olhar e olhar, não atrapalhar a convivência com teorizações, adiar sempre se possível com beijos 'aquela conversa importante que precisamos ter', arquivar, se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.
Para quem ama, toda atenção é sempre pouca.
Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda a atenção possível.
Quem ama bonito não gasta tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine cheia de brinquedos dos nossos sonhos); não teorize sobre o amor, ame.
Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade, abrir o coração, contar a verdade do tamanho do amor que sente; não dar certo e depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito).
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabiamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser.
Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs.
Falando besteiras, mas criando sempre.
Gaguejando flores.
Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil.
Revivendo os caminhos que intuiu em criança.
Sem medo de dizer eu quero, eu estou com vontade.
Deixe o seu amor ser a mais verdadeira expressão de tudo que você é.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto.
Não se preocupe mais com ele e suas definições.
Cuide agora da forma do amor:
Cuide da voz.
Cuide da fala.
Cuide do cuidado.
Cuide de você.
Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz. FIM








AMOR E LUZ
Rosana Hermann
Radical assim, sim. Você gosta do que você é. Você admira quem tem as
qualidades que você também acha que tem ou gostaria de ter.
Você gosta do que lhe diz respeito, gosta das pessoas que têm seu sangue,
das que você elege, das que não ameaçam você.
Você e o mundo são assim. Todos os seres humanos são assim, racionalmente.
Na tv, concordamos com quem diz o que nós pensamos. No jornal, damos
crédito a quem escreve o que nos representa. No fundo, nós só gostamos de
nós mesmos.
Leio uma crítica do Ricardo Feltrin e adoro-a. Claro, ela reflete o que eu também
penso, tenho que gostar. Dela, a crítica, dele, o crítico.Cada ser humano se sente o centro do mundo, vê tudo sob sua ótica e só ama a
si mesmo. Até sua falta de auto-estima prova que seu interesse é só um, ele
próprio. Egoístas. Todos somos.
E aí vem o amor.
E dá uma rasteira no nosso ego imbecil.
O amor.
Que subitamente faz com que a gente ame alguma coisa, alguém, que é um
não-eu. Não é a mamãe, nem o papai, vovó, titio, filhinho. É outra pessoa.
De outra família, outro lugar, que tem outra história. Muitas vezes, é até de
outro sexo.
E amamos esta pessoa sem saber como ou por quê.
Porque o amor não é verbo que a gente conjuga na primeira pessoa de forma
racional, amor é verbo que faz da gente objeto.
O amor acontece.
E só quem aprende, entende, exercita o amor sabe que sua potência, sua
imensidão.
Quem nunca amou, pode achar que sabe mas não sabe.
Amor é único, não parece com nada.
O que mais se parece com amor deve ser chocolate. Ou queijo. Quando a
gente tem vontade de comer chocolate não serve mais nada. Só chocolate mesmo.
Queijo é assim também. É uma coisa em si.
No fundo, todo mundo que vive em desamor, de forma pontual ou em longas doses
ao longo dos anos, vai ficando amargo. Depois azedo. Depois, podre.
As pessoas ruins, ácidas, infelizes, que não sentem prazer, vivem anestesiadas.
São sempre as mais ranzinzas, as mais chatas, as que alfinetam, as que ferroam
sem parar.
Não são rompantes normais da ira, é um azedume que contamina tudo, uma
humidade triste de quem vive sem luz, onde o bolor diário da inveja cresce.
É triste, isto. Gente que vive embolorada por dentro, por falta de amor e sol.
Lamento por todas elas.
Porque se elas se lançassem ao amor, mudariam num instante.
No dia dos namorados, só posso desejar muito amor a todos.
FIM



AMOR OU AMIZADE? OS DOIS....
Martha Medeiros

No finalzinho da entrevista que Pedro Bial deu à Marília Gabriela, quando foi questionado sobre relacionamentos, ele deu uma lição que serve para todo mundo: trate seu amor como você trata seu melhor amigo. Sei que isso parece falta de romantismo, mas é o conselho mais certeiro.
Não era você que estava a fim de uma relação serena e plenamente satisfatória? Taí o caminho. Vamos tentar elucidar como isso se dá na prática. Comecemos pelo exemplo que o próprio Bial deu: você foi convidado para o casamento de uma prima distante que mora onde Judas perdeu as botas, você tem que ir porque ela chamou você pra padrinho. Como é que os casais costumam combinar isso?
"Não tem como escapar, você vai comigo e pronto". Ou seja, um põe o outro no programa de índio e nem quer saber de conversa. É assim que você convidaria seu melhor amigo? Não. Você diria: "Putz, tenho uma roubada pela frente que você não imagina. Me dá uma força, vem comigo, ao menos a gente dá umas risadas...".
Ficou bem mais simpático, não ficou? Como esta, tem milhões de situações chatas que você pode aliviar, apenas moderando o tom das palavras.
Pro seu marido: "Você nunca repara em mim, não deu pra notar que cortei o cabelo? Será que sou invisível?" Mas pra sua melhor amiga: "Ai, pelo visto meu cabelo ficou medonho e você está me poupando, né? Pode dizer a verdade, eu agüento".
Pra sua mulher: "Você já se deu conta da podridão que está este sofá? Não dá pra ver que está na hora de trocar o tecido?" Mas pra sua melhor amiga: "Deixa a pizza por minha conta, eu pago, assim você economiza pra lavar o sofá. A não ser que este seja um novo estilo de decoração..."
Risos + risos+ risos.
Maneire. Trate seu amor como todas as pessoas que você adora e que não são seus parentes. Trate com o mesmo humor que você trata seu melhor amigo, sua melhor amiga. Até porque, caso você não tenha percebido, é exatamente isso que eles são.
"Grandes Realizações são possíveis quando se dá importância aos pequenos começos" FIM
















AS RAZÕES QUE O AMOR DESCONHECE
Martha Medeiros
Você é inteligente.
Lê livros, revistas e jornais. Gosta de filmes de Woody Allen, do Hal Hartley e do Tarantino, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido em comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco.
Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettuccine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor não pega no pé de ninguém e adora sexo.
Com um currículo desses, criatura, por que diabo está sem namorado?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática : eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Ninguém ama a outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo-lhes à porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Costuma ser despertado mais pelas flechas do Cupido que por uma ficha limpa.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai ligar e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele adora o Planet Hemp, que você não suporta. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, mas você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca em sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, ele adora animais, ele escreve poemas. Por que você ama esse cara? Não pergunte a mim. Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas a que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou murchar, você levou-a para conhecer sua mãe e ela foi de blusa transparente. Você gosta de Rock e ela de MPB, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, se veste bem e é fã do Caetano. Isso são referências, só. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, está assim, ó.
Mas só o seu amor consegue ser do jeito que ele é. FIM









"Closer - Perto Demais": por que somos infelizes em amor?Contardo Calligaris
Concordo com Caetano Veloso, "de perto ninguém é normal". Mas "Closer - Perto Demais", de Mike Nichols, me deixou pensando diferente: de perto, somos normais demais. O filme é uma demonstração tocante de nossas impotências e incompetências sentimentais. Se você quer saber por que, em regra, somos infelizes em amor, não perca. Para não estragar o prazer de quem não viu o filme, nada de resumo, apenas as reflexões fragmentárias com as quais passei a noite, depois de ter assistido a "Closer - Perto Demais". 1) Por que, no meio de uma história amorosa que funciona, um encontro (que sempre parece mágico) pode levar alguém a trocar a intimidade de um casal companheiro por uma visão? Os evolucionistas dizem que os homens são infiéis por necessidade biológica. Para que a espécie continue, os machos seriam programados com o desejo de fecundar todas as fêmeas possíveis. A teoria tem uma falha: as mulheres são tão infiéis quanto os homens (embora os homens se recusem a acreditar nessa banalidade). O senso comum tem outra explicação: a paixão iria se apagando com a repetição, os humanos gostariam de novidade. Pequeno problema: a idéia de que a novidade seja um valor é especificamente moderna; no entanto a inconstância em amor é um hábito antigo. Outro problema ainda maior: na condução de nossas vidas, somos obstinadamente repetitivos. Insistimos nas mesmas fantasias e nos mesmos sintomas. Contrariamente ao que diz o provérbio, errar é divino, perseverar é humano. Por que seria diferente em matéria amorosa? Como pode ser que um encontro, em que mal se sabe quem é o outro ou a outra, contenha uma promessa que basta para levar alguém a dar um chute num amor que dura? Tento responder: apaixonar-se é idealizar o outro, durar no amor é lidar com a realidade do amado ou da amada. Antes de ponderar os charmes da idealização, duas observações. Um impasse: para manter a paixão, devo continuar idealizando o parceiro. Mas, para idealizar o outro, devo mantê-lo a distância. Se mantenho o outro a distância, renuncio aos prazeres de amor, companheirismo, cumplicidade, convivência. Um paradoxo: se me separo porque me apaixono por outra ou outro, o parceiro que deixei se distancia de mim, portanto volto a idealizá-lo e a me apaixonar por ele. 2) Por que gostaríamos tanto de idealizar o outro que vislumbramos num novo encontro? Uma nova paixão amorosa é provavelmente o sentimento que mais pode nos transformar, para o bem ou para o mal. Por exemplo, se o outro me idealiza, carrego seu ideal como um casaco novo: modifico minha postura para que o pano caia bem no meu corpo. De uma certa forma, tento me parecer com o ideal que o outro ama em mim. Cada amor, quando começa, é uma aventura. Não porque encontro um novo parceiro, mas porque, ao me apaixonar, descubro ou invento um novo ideal e, ao ser amado, mudo para me aproximar do que o outro imagina que eu seja. A inconstância amorosa talvez seja a expressão imediata do desejo de mudar -não de trocar de parceiro, mas de se reinventar. Não é estranho que, na hora em que um amor começa, alguém decida se dar um novo nome. Nenhuma mentira nisso, apenas a convicção e a esperança de que a paixão nos transforme. Infelizmente, mudar é difícil: a sedução exercida pelos novos amores é uma veleidade, um pouco como as resoluções de que as coisas serão diferentes no ano que começa. 3) Dizem que um casal que se ama briga muito. O uso erótico das brigas é conhecido: a paz se faz na cama. Menos conhecido é o uso amoroso das brigas: chegar ao limite da ruptura pode ser um jeito de recomeçar, de voltar ao momento inicial da paixão, quando ambos esperavam que o amor os transformasse. Problema: ninguém sabe qual é o ponto de equilíbrio além do qual as brigas não garantem renovação nenhuma, apenas desgastam um amor que se perde. 4) Alguém se apaixona por outra pessoa porque, ele se queixa, sua parceira precisa dele. É aquela coisa: seu amor me exige demais, você me sufoca, me prende. Isso, é claro, é um jeito de dizer: com você sou sempre o mesmo. Também é uma projeção: separo-me porque não agüento minha própria dependência de você. Visto que me detesto por estar a fim de lhe pedir amor a cada minuto, acho intolerável que você me peça. Quem pensa e age assim, em geral, fica sozinho no fim. 5) Um homem volta para o lar depois de ter estado nos braços de outra. Sua mulher pergunta: você me ama ainda? Ela tem razão, é a única pergunta que importa. Uma mulher volta para o lar depois de ter estado nos braços de outro. Seu homem pergunta: você esteve com ele? Insiste: quero a verdade. Pede os detalhes: gostou? Gozou? Onde aconteceu, em que posição, quantas vezes? O ciúme feminino é uma exigência amorosa. O ciúme do homem é uma competição com o outro, um duelo de espadas, uma esgrima homossexual que tem pouco a ver com o amor pela amada e muito a ver com as excitantes lutinhas masculinas da infância. Enfim, quem sabe o filme nos ajude a inventar jeitos de amar menos desafortunados e mais interessantes. FIM





DICAS PARA QUEM NÃO TEM NAMORADO
Evandro Daolio
Não há uma fórmula exata para encontrarmos nosso grande amor. O que existe é um conjunto de fatores que observei ao longo dos anos e que podem ajudar a errarmos menos em nossa busca. Aqui, coloquei apenas alguns tópicos para você ter uma pequena idéia, sempre com humor e bom senso, sem nenhuma pretensão de ser o dono da verdade. Começando pelas mulheres e depois expandido. Algumas servem para mulheres, outras para homens, outras para todos.
Orelhas: Nunca, nunca coloque os cabelos atrás das duas orelhas ao mesmo tempo
Bigode: Suma com o bigodinho
Pernas: Mostre-as sempre que puder.
Perfume: Use sempre que puder, menos na praia. Não use perfume de homem, que para vocês mulheres, podem aparentar serem melhores justamente porque são fabricados para agradar ao olfato feminino. Isso significa que aquele perfume masculino que você adorou e passou, agradará mais as mulheres que a nós
Calcinhas: Use calcinhas mesmo, e não calçolas
Não use sapatinho da Maga Patalógica: Odiamos (detalhes no livro 3)
Não fale que nem neném: Uma vez eu e um amigo fomos a uma casa noturna. Ele havia conhecido uma garota há poucos dias e a levou com ele. Assim que saímos de lá escutei a moça lhe perguntar:
(leia com voz choramingando de neném)
— Eu góto de vochê. Cê gostô de miiiiimmmm?
Fechei meus olhos e ri, aguardando a tragédia anunciada:
— Quêêê? — perguntou meu amigo, inconformado.
Sem notar que ele não gostou, a menina repetiu, dessa vez prolongando o “mim”:
— Eu góto de vochê. Cê gostô de miiiiiiiiiiiimmmm?
Ah meu Deus, que tragédia que isso é para nós. Ele já foi emendando:
— Mas que diabos... (já me encolhi, pois quando ele fala “que diabos” lá vem pedrada)... Mas que diabos você está falando que nem neném?
E ela, ainda sem notar o sarcasmo, teve a coragem de dizer:
(leia com voz aguda de neném implorando por comida)
— É que eu xô neném!
Pronto, a moça evaporou.

Dicas gerais: Lembre-se de que o charme e a sensualidade são tão ou mais importantes que a beleza, desenvolva sempre sua mente, lave e penteie os cabelos, não fale gírias, use sua criatividade, evite fumar, seja autêntica(o) e espontânea(o), tenha o mínimo de educação, não seja “mono-assunto”, não viva em função dos outros, fale em tom moderado de voz, goste de música, tenha fé, não use perfume de homem (se for mulher), estude sempre, seja alegre e divertida(o), seja sensual mas não vulgar (se for mulher), tenha postura masculina mas com cavalheirismo (se for homem), cuidado para não ser engomado demais ou largado demais (homens), cuide dos dentes, trabalhe, tenha sonhos, lembre-se de que é melhor ser detestada pelo que é do que ser amada pelo que não é, abomine macho-pagadores ou não seja um, use roupas sensuais e adequadas a cada ocasião, use calça branca (nós homens adoramos), quando marcar um encontro vá ou avise que não vai - horas - e não segundos antes, não fique horas no celular na frente dos outros e evite atendê-lo em encontros, preocupe-se com as pessoas e com o mundo, interesse-se por novidades, ande com pessoas construtivas, seja simples e humilde mas não boba(o), faça ginástica mas sem fanatismo, evite excessos - não coma de menos - consulte sempre um nutricionista e tente não perder a noção do que é ser saudável, não use drogas, vá à sua própria festa de aniversário, não role na lama que não faz bem para a pele, tente (na medida do possível) ser independente financeiramente, cumpra suas promessas, tenha objetivos de vida e tenha certeza que esses itens ainda são poucos.
Acima de tudo, liberte seu coração das amarras do passado e deixe seu amor chegar a você. Ame-se, para permitir ser amado. FIM






GRANDES E PEQUENAS MULHERES
Martha Medeiros

Há mulheres de todos os gêneros. Histéricas, batalhadoras, frescas, profissionais, chatas, inteligentes, gostosas, parasitas, sensacionais. Mulheres de origens diversas, de idades várias, mulheres de posses ou de grana curta. Mulheres de tudo quanto é jeito. Mas se eu fosse homem prestaria atenção apenas num quesito: se a mulher é do tipo que puxa pra cima ou se é do tipo que empurra pra baixo. Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher. Meia-verdade. Ele pode ser grande estando sozinho também. Mas com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum. Mulher que puxa pra cima é mulher que aposta nas decisões do cara, que não fica telefonando pro escritório toda hora, que tem a profissão dela, que o apóia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas e que confia que vai dar tudo certo. Mulher que empurra pra baixo é a que põe minhoca na cabeça dele sobre os seus colegas, a que tem acessos de carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião, a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que quer manter tudo como está. Mulher que puxa pra cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir, a que não perturba com questões menores, a que incentiva o marido a procurar os amigos, a que separa matérias de revista que possam interessá-lo, a que indica livros, a que faz amor com vontade. Mulher que empurra pra baixo é a que reclama do salário dele, a que não acredita que ele tenha taco pra assumir uma promoção, a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária. Mulher que puxa pra cima é a que dá conselhos e não palpite, a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem bom humor. Mulher que empurra pra baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos e que não acredita que ele vá mais longe do que já foi. Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher, então vale o inverso também: por trás de um pequeno homem talvez exista uma mulherzinha de nada.
FIM





INTIMIDADE Martha Medeiros
Houve um tempo, crianças, em que a gente não falava de sexo como quem fala de um pedaço de torta. Ninguém dizia Fulano comeu Beltrana, assim, com essa vulgaridade. Nada disso. Fulano tinha dormido com ela. Era este o verbo. O que os dois tinham feito antes de dormir, ou ao acordar, ficava subentendido. A informação era esta, dormiram juntos, ponto. Mesmo que eles não tivessem pregado o olho nem por um instante. Lembrei desta expressão ao assistir Encontros e Desencontros. No filme, Bill Murray e Scarlett Johansson fazem o papel de dois americanos que hospedam-se no mesmo hotel em Tóquio e têm em comum a insônia e o estranhamento: estão perdidos no fuso horário, na cultura, no idioma, e precisando com urgência encontrar a si mesmos. Cruzam-se no bar. Gostam-se. Ajudam-se. E acabam dormindo juntos. Dormindo mesmo. Zzzzzzzzzzz. A cena mostra ambos deitados na mesma cama, vestidos, conversando, quando começam a apagar lentamente, vencidos pelo cansaço. Antes de sucumbir ao mundo dos sonhos, ele ainda tem o impulso de tocar nela, que está ao seu lado, em posição fetal. Pousa, então, a mão no pé dela, que está descalço. E assim ficam os dois, de olhos fechados, capturados pelo sono, numa intimidade raramente mostrada no cinema. Hoje, se você perguntar para qualquer pré-adolescente o que significa se divertir, ele dirá que é beijar muito. Fazer campeonato de quem pega mais. Beijar quatro, sete, treze. Quebram o próprio recorde e voltam pra casa sentindo um vazio estúpido, porque continuam sem a menor idéia do que seja um encontro de verdade, reconhecer-se em outra pessoa, amar alguém instintivamente, sem planejamento. Estão todos perdidos em Tóquio. Intimidade é coisa rara e prescinde de instruções. As revistas podem até fazer testes do tipo: “descubra se vocês são íntimos, marque um xis na resposta certa”, mas nem perca seu tempo, a intimidade não se presta a fórmulas, não está relacionada a tempo de convívio, é muito mais uma comunhão instantânea e inexplicável. Intimidade é você se sentir tão à vontade com outra pessoa como se estivesse sozinho. É não precisar contemporizar, atuar, seduzir. É conseguir ir pra cama sem escovar os dentes, é esquecer de fechar as janelas, é compartilhar com alguém um estado de inconsciência. Dormir juntos é muito mais íntimo que sexo.


















Marque com X
Ailin Aleixo
Durante muito tempo acreditei que o que me fazia amar um homem era a inteligência. Ficava enfeitiçada com citações, elucubrações e teses. Mas não era. De nada adianta um perito em física nuclear, se ele não rir das pequenas besteiras que faz, se não souber aproveitar um sábado quente simplesmente não fazendo nada (e curtindo o ócio), se virar um psicopata quando alguém o fecha no trânsito. Então saquei: bom humor era o que mais me atraía.
Sempre achei delicioso estar com alguém que não vê o mundo como uma grande e monstruosa boca cheia de dentes prestes a mastigá-lo, que vive sem arrastar correntes, faz de tudo uma possível piada. Só que nem tudo é uma piada e, em certas horas, tudo o que quero é alguém que me escute e diga algo que me conforte a alma. E, nesses momentos, o pior que pode acontecer é ser levada na piada - existe uma grande diferença entre alegria de viver e recusa a sair da infância. Pois é, não era bom humor o que me fazia amar alguém: era, antes, sensibilidade.
Telefonemas de bom-dia, atenção a informações aparentemente banais mas que dizem muito a meu respeito, não ficar azedo e arredio por causa das minhas pequenas (ou grandes) oscilações de humor - tudo o que eu podia querer. Quase tudo. Tenho personalidade forte e só sobrevive ao meu lado um homem que grite comigo quando eu passar dos limites do bom senso, demonstre desagrado quando eu exigir demais e oferecer de menos. Preciso ser cuidada, mas tenho que sentir que quem está comigo é um homem de verdade e não um principezinho criado pela avó. Quero ser domada, tomada. Mais uma vez minha certeza caiu por terra: nem inteligência, bom humor ou sensibilidade eram o que me fazia amar alguém. Era - isso, sim - virilidade.
Mal abrir a porta da sala e ser consumida por beijos. Ter a roupa arrancada no caminho da cozinha, ser jogada na mesa de jantar sem tempo pra pensar no que está acontecendo, só sentir e saber o tesão incontido daquele homem por mim. Ser desejada com urgência e paixão é um dos maiores elogios que uma mulher pode receber, mas só ser desejada de nada adianta, pelo menos não depois da décima trepada monumental: quando acaba o suadouro, o que resta? Se pouco importa o saldo, o que interessa mesmo é a movimentação, então estamos feitos. Mas, se existe a possibilidade de ser esmagada pelo vazio de sentido após o orgasmo, de nada vale. Pelo menos se não vier acompanhada de carinho. Taí: pensei, então, que carinho era a pedra fundamental pra despertar meu amor.
Mas logo descobri que não era. Carinho é um sentimento abrangente demais: nos invade desde a visão de um cachorro abandonado até a palavra confortadora para alguém que pouco nos importa mas a quem também não queremos mal. Não bastava, era muito pouco. Daí constatei que o essencial para que eu amasse alguém era notar no outro a vontade de ficar, o desejo de estar comigo. Constatei coisas demais e fiquei paralisada diante do ideal que havia criado: absurdo e fictício.
Hoje sei que toda enumeração é uma estupidez e qualquer tipo de formulário emocional, uma passagem sem escalas pra frustração. Claro que gosto de homens cultos, atenciosos, interessantes, divertidos e viris - seria mentira negar. Mas a verdade é que, para que eu ame alguém, basta que eu ame alguém. Porque, quando se precisa justificar o amor, é porque ele não existe. Simples assim. FIM









Não te AmoAlmeida Garrett

Não te amo, quero-te: o amor vem da almaE eu na alma – tenho a calmaA calma – do jazigo. Ah! não te amo, não.
Não te amo, quero-te: o amor é vida.E a vida – nem sentidaA trago eu já comigo.Ah, não te amo, não!
Ah! não te amo, não; e só te queroDe um querer bruto e feroQue o sangue me devora,Não chega ao coração.
(...)E infame sou, porque te quero; e tantoQue de mim tenho espanto,De ti medo e terror... Mas amar!... não te amo, não. FIM







AMOR
Eu poderia falar as línguas dos homens, e até a dos anjos,mas se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o barulhodo gongo ou o som do sino.Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos, e ter toda a fé necessária para tirar as montanhasde seus lugares;Mas se não tivesse amor, eu não seria nada.Poderia dar tudo o que tenho, e até entregar o meu corpo para ser queimado;Mas se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada.O amor é paciente e bondoso.O amor não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso.Não é grosseiro, nem egoísta.Não se irrita, nem fica magoado.O amor não se alegra com o mal dos outros, e sim com a verdade.O amor nunca desanima, mas suporta tudo com fé, esperança e paciênciaO amor é eterno.I Coríntios 13.1-8,13(tradução livre)













O AMOR MADURO
Artur da Távola
O amor maduro não é menor em intensidade.Ele é apenas silencioso.Não é menor em extensão.É mais definido colorido e poetizado.Não carece de demonstrações.Presenteia com a verdade do sentimento.Não precisa de presenças exigidas.Amplia-se com as ausências significativas.O amor maduro tem e quer problemas, sim, como tudo.Mas vive dos problemas da felicidade.Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem, o prazer.Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.Na felicidade está o encontro de peles, o ficar com o gosto da boca e do cheiro do outro - está a compreensão antecipada, a adivinhação, o presente de valor interior, a emoção vivida em conjunto, os discursos silenciosos da percepção, o prazer de conviver, oequilíbrio de carne e de espírito.O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa.Ele vive do que não morreu, mesmo tendo ficado para depois, vive do que fermentoucriando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados, cheios de sementes.Ele não pede, tem.Não reivindica, consegue.Não percebe, recebe.Não exige, oferece.Não pergunta, adivinha.Existe, para fazer feliz. FIM










Ailin Aleixo

Há muito tempo que as mulheres sacaram que os homens mais interessantes, charmosos, cultos e bem-humorados jamais estrelariam uma campanha da Hugo Boss: onde sobram músculos torneados, coxas grossas e boca carnuda geralmente falta humor e inteligência. Coisas da vida. E até tudo bem: podemos até desejar uma noite ardente com o Brad Pitt, mas, ao contrário dos machos, não ficamos comparando com o loirão os homens com os quais efetivamente temos noites ardentes. Sabemos que delírio é delírio, photoshop é photoshop.
Aqui estão motivos hormonais, sociais, comportamentais e empíricos que levam algumas mulheres a cair de amores por pançudos porto-riquenhos como Benício Del TOro (uh! eu lamberia aquelas olheiras inteirinhas!) e outros do mesmo naipe.
Não-bonitos são mais ligados em cultura -
Os bonitões não precisam se esforçar na conversa nem ler Fernando Pessoa para impressionar – é só chegar e pegar. Levando em consideração que homens não passam da adolescência, os cidadãos desse tipo vão ficar insistindo nesse comportamento até a chegada dos cabelos brancos. Já os não-bonitos, desprovidos de facilidades naturais, precisam de outras armas para triunfar nesse mundo cruel. Então começam a ler, sacar o espírito feminino e, em poucos anos, continuam não-bonitos mas infinitamente mais interessantes. O que, de longe, é mais importante.Exemplos notórios: Woody Allen, Vinícius de Morais.
Não-bonitos são muito mais envolventes -
Nós queremos mesmo é rir, ouvir um papo que preste e estar ao lado de um cara que puxe a cadeira para nos sentarmos. O que os não-bonitos têm a ver com isso? Tudo. Seguindo a lógica da compensação, é muito maior a probabilidade de um não-bonito ser charmoso e ter habilidade para transformar aquele narigão numa característica viril.
Exemplos notórios: Jean-Paul Belmondo, Gérard Depardieu.
Não-bonitos despertam nas mulheres o instinto maternal -
Toda mulher, mesmo que negue, tem forte instinto maternal. Não pode ver um coelhinho, urubuzinho, que já faz voz de criança, chama de lindinho. A vontade de encher de carinho e beijinho o que parece desprotegido é incontrolável. Não-bonitos têm o mesmo efeito e, assim como os bichinhos, muitas chances de ficar conosco debaixo do edredom.
Exemplos notórios: Adrien Brody, Robert Carlyle.
Não-bonitos são mais dedicados à alegria feminina -
Homem feio dá menos trabalho. Tudo bem que ele é culto, divertido, charmoso, mas nenhuma perua vai sacar isso só de olhar para a cara dele – que, convenhamos, não é lá essas coisas. Desde cedo, os desprovidos aprenderam que, se o forte deles não é a figura, tem de ser outro, muito mais vital: atender os desejos da mulherada. Onde, neste mundo, um bonitão, com tanta mulher disponível, vai se dar ao trabalho de ser eficiente sobre os lençóis?
Exemplos notórios: Luciano Huck, André Gonçalves.
Conclusão -
Mulheres são mais humanitárias e menos superficiais que os homens. Sem contar que somos possuidoras de um gosto sortido. Um pouco esquisitas, também (mas isso vem de fábrica). O que significa que a gama de marmanjos que podem interessar a nós é muito maior do que a variedade de mulheres que podem chamar a sua atenção. Ruim pra você? Só se você não aprender como transformar estrabismo em algo sexy, careca em visual cool. Porque, se aprender, não vai ter Rodrigo Santoro que te encare (para o seu bem, leia esse exagero como licença poética). Ou, pelo menos, você não vai fazer feio. Mesmo não sendo bonito. FIM




















PARA O SEU NAMORO (OU O QUE FOR) DAR CERTO
Evandro Daolio
Não existe uma fórmula exata, é claro. Mas observando atentamente meus amigos e com as cabeçadas que levei durante a vida, anotei alguns procedimentos básicos para melhorar seu relacionamento, evitar brigas inúteis e o terror do desgaste. Existem mais alguns itens para enriquecê-lo de sabedoria, mas infelizmente não cabe no espaço disponível aqui. Então selecionei algumas dicas que estão esmiuçadas nos livros para você e nas próximas semanas vou discutindo alguns itens mais detalhadamente no Blônicas.Não telefone todos os dias para seu amor, muito menos tenha isso como obrigação. Após alguns meses de namoro o assunto acaba, dando lugar à brigas irracionais. Não marque horário específico para ligações também. Se um dia você não estiver em casa, ou estiver no banheiro na hora marcada, estará perdido. Não a costume a dar "beijinho de boa noite". Muitas vezes ela fará isso só para ver se você não saiu após a última ligação da noite. Cuidado! Se você tiver que diminuir o TNT (Tempo de Namoro ao Telefone), faça-o desde o início.
Tenha e mantenha seus amigos, custe o que custar. Até se custar seu namoro vale a pena (por mais que você esteja cego agora). Não paparique ou despreze demais. Não use sapatinho da maga patalógica. Todo excesso atrapalha. Ame, mas permita que a pessoa ame. Faça, mas nunca pelos dois. Se tudo o que você fizer for pelos dois, qual a necessidade da outra pessoa?
Seja pontual, mas não metódico (nerd). Saia da rotina. Não traia (por mais tentador que seja). Mantenha a forma física, mas sem fanatismo. Não se habituem a se xingar mutuamente. Evite isso desde a primeira vez acidental. Não ache que sua profissão é mais ou menos importante que a dela(e). Dê atenção à família dela, sem atitudes forçadas ou se envolvendo demais. Não o(a) corrija na frente de outras pessoas. Seja alegre e divertido(a) apesar das dificuldades da vida. Não ache que o que aconteceu aos outros não pode acontecer a você.
Valorize pequenas atitudes de afeto. Não fique noiva(o) durante muito tempo. Faça sua viagem de lua-de-mel depois, e não antes do casamento. Não aperte espinha da cara de seu parceiro. Evite falar ou ter contato com ex-namorados(as). Não deixe seu namorado ou quem quer que seja escolher suas roupas. Não guarde rancor. Discuta os problemas o mais rápido possível. Converse. Saiba ouvir, e escutar principalmente.Vejo muitos casais por aí sentados na mesa de um bar, ambos olhando para o infinito. Somente conversam quando chegam as batatinhas fritas (e ainda conversam sobre as batatas).
Seja humilde. Saiba separar quem é você e quem é ela(e). Distribua seu espaço e organize seu tempo durante o dia. Não seja um grude. Não seja extremamente ciumento ou indiferente. Não provoque ciúme propositadamente. Tente ser espontâneo e original. Não compre presentes fora de época, ou com cheque pré-datado ou cartão. Progrida intelectualmente sempre que puder. Não se acomode. Conquiste e reconquiste seu amor todos os dias.
Se conseguirmos cumprir apenas dez destes itens, já seremos mais felizes. Pena que sempre esquecemos da maioria... FIM

























RECOMEÇAR
Paulo Roberto Gaefke(não é de Carlos Drummond de Andrade)

Não importa onde você parou...em que momento da vida você cansou...o que importa é que sempre é possível e necessário"Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...é renovar as esperanças na vida e o mais importante...acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?foi aprendizado...
Chorou muito?foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes?É por que fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?Era o início da tua melhora...
Pois é...agora é hora de reiniciar...de pensar na luz...de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal um novo emprego? Uma nova profissão?Um corte de cabelo arrojado... diferente?Um novo curso... ou aquele velho desejo de aprender apintar... desenhar... dominar o computador...ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio...quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho? besteira...tem tanta gente que você afastou como seu "período de isolamento"...tem tanta gente esperando apenas um sorriso teupara "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza...nem nós mesmos nos suportamos...ficamos horríveis... o mal humor vai comendo nosso fígado...até a boca fica amarga.
Recomeçar...hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar?Vá alto... sonhe alto... queira o melhor do melhor...queira coisas boas para a vida...pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos...Se pensamos pequeno... coisas pequenas teremos...já se desejarmos fortemente o melhor eprincipalmente lutarmos pelo melhor...o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental...jogar fora tudo que te prende ao passado...ao mundinho de coisas tristes...fotos... peças de roupa, papel de bala...ingressos de cinema... bilhetes de viagens...e toda aquela tranqueira que guardamosquando nos julgamos apaixonados...jogue tudo fora... mas principalmente...esvazie seu coração... fique pronto para a vida...para um novo amor...Lembre-se somos apaixonáveis...somos sempre capazes de amar muitase muitas vezes... afinal de contas...Nós somos o "Amor"... FIM
































SENTIR-SE AMADO
Martha Medeiros
O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?
Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho."
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d’água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando?" Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. "Vem aqui, tira esse sapato."Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo. FIM


















Pequeno tratado sobre a mortalidade do amorAlexandre Inagaki
Todos os dias morre um amor. Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre em uma cama de motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios. Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e letal inanição.Todos os dias morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria do que na prática, relutemos em admitir. Porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensina alguma coisa. E esta é a lição: amores morrem.Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, a cicuta da indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição. A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio ensurdecedor depois de uma discussão: todo crime deixa evidências.Todos nós fomos assassinos um dia. Há aqueles que, feito Lee Harvey Oswald, se refugiam em salas de cinema vazias. Ou preferem se esconder debaixo da cama, ao lado do bicho-papão. Outros confessam sua culpa em altos brados, fazendo de pinico os ouvidos de infelizes garçons. Há aqueles que negam, veementemente, participação no crime, e buscam por novas vítimas em salas de chat ou pistas de danceteria, sem dor ou remorso. Os mais periculosos aproveitam sua experiência de criminosos para escrever livros de auto-ajuda com nomes paradoxais como "O Amor Inteligente", ou romances açucarados de banca de jornal, do tipo "A Paixão Tem Olhos Azuis", difundindo ao mundo ilusões fatais aos corações sem cicatrizes.
Existem os amores que clamam por um tiro de misericórdia: corcéis feridos.Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos, sexo sem tesão. Estes não querem ser sacrificados, e, à semelhança dos zumbis hollywoodianos, também se alimentam de cérebros humanos, definhando paulatinamente até se tornarem laranjas chupadas.Existem os amores-vegetais, aqueles que vivem em permanente estado de letargia, comuns principalmente entre os amantes platônicos que recordarão até o fim de seus dias o sorriso daquela ruivinha da 4a. série, ou entre fãs que até hoje suspiram em frente a um pôster do Elvis Presley (e, pior, da fase havaiana). Mas titubeio em dizer que isso possa ser classificado como amor (Bah, isso não é amor. Amor vivido só do pescoço pra cima não é amor).Existem, por fim, os amores-fênix. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da TV ligada na mesa-redonda ao final do domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram - teimosos, e belos, e cegos, e intensos. Mas estes são raríssimos, e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas. Mas não quero acreditar nisso.Um dia vou colocar um anúncio, bem espalhafatoso, no jornal.





SE SE MORRE DE AMOR!
Gonçalves Dias
(...)
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-lo, sem poder fitar seus olhos,
Amá-lo, sem ousar dizer que amamos, (...)
Arder por afogá-lo em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!
FIM





TER OU NÃO TER NAMORADO, EIS A QUESTÃO
Artur da Távola
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.
Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.
FIM











Ser ou não ser de ninguém?Eis a questão da geração tribalistapor Mônica Montone
Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também". No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo para reclamar de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Beijar na boca é bom? Claro que é! Manter-se sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, de que "toda ação tem uma reação"? Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram. Ficar também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de cultivar a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu - afinal, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?
A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga apenas o lado negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar.
Já dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi transmitida nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo) vendem (na maioria das vezes) a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição. No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal junto até morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam. A questão não é causal, mas quem sabe correlacional.
Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optar. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.
Ser de todo mundo, não ser de ninguém é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.
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FIM